Daqui pra diante sou: http://mulllainzurida.blogspot.com
É mula com três ellles por favor!
Beijos.
07/05/2009
05/12/2008
Nada.
Surpreende-me o valor que algumas pessoas, que se dizem tão boas, dão à outras.
Antigamente, tudo o que uma pessoa tinha de mais valioso era seu trabalho, seu nome e sua reputação. Uns construíram impérios somente com estas "coisas".
Porém na busca incessante pelo sucesso financeiro talvez essas pessoas tenham se esquecido de que o dinheiro é muito útil e que ninguém vive sem ele, POREM, ninguém vive também sem base moral. E assim seus filhos cresceram adorando o dinheiro, achando que era fonte inesgotável.
A velha história de dar aos filhos tudo o que não pode ter. O problema é que se existe o "tudo" hoje, é porque um dia houve a necessidade e o trabalho levou a esse "tudo". O resultado é um patrimônio destruído. Patrimônio financeiro, ruína do nome e da reputação.
Aí me pergunto: vale a pena?
As pessoas esquecem que para toda ação há uma reação.
A moça bonita que se veste em roupas de grifes famosas, tratamentos estéticos de última geração, vida social repleta de super-pessoas, super-famosos, super fútil.
O senhor que do alto de sua autoridade utiliza o púlpito não para agradecer e melhorar, mas para pisar nos que o fazem ter alguma utilidade.
O homem que acha que humilhação e dor, danos causados a outros não tem valor.
E se tem, esse valor é bem menor do que ele gastou em seu último fim de semana.... sua casa da praia que só tem utilidade em 3 ou 4, dos 365 dias do ano. Ou ainda, valor menor do que aquela bolsa que a perua comprou e usou uma só vez.
O que me contenta e me satisfaz é que ainda tem gente que não se contenta com isso.
Que sabe que o dinheiro é essencial, mas que mais necessário que o dinheiro é poder acreditar que o mundo ainda tem jeito. Que as pessoas podem reconhecer seus erros sem ter vergonha disso, pelo contrário, ter a coragem de reconhecer um erro e repará-lo é dar a oportunidade a si mesmo de viver de novo. Renascer.
Abrir a janela e sentir o sol batendo e poder sorrir, sem ter que se esconder do nada que é.
Antigamente, tudo o que uma pessoa tinha de mais valioso era seu trabalho, seu nome e sua reputação. Uns construíram impérios somente com estas "coisas".
Porém na busca incessante pelo sucesso financeiro talvez essas pessoas tenham se esquecido de que o dinheiro é muito útil e que ninguém vive sem ele, POREM, ninguém vive também sem base moral. E assim seus filhos cresceram adorando o dinheiro, achando que era fonte inesgotável.
A velha história de dar aos filhos tudo o que não pode ter. O problema é que se existe o "tudo" hoje, é porque um dia houve a necessidade e o trabalho levou a esse "tudo". O resultado é um patrimônio destruído. Patrimônio financeiro, ruína do nome e da reputação.
Aí me pergunto: vale a pena?
As pessoas esquecem que para toda ação há uma reação.
A moça bonita que se veste em roupas de grifes famosas, tratamentos estéticos de última geração, vida social repleta de super-pessoas, super-famosos, super fútil.
O senhor que do alto de sua autoridade utiliza o púlpito não para agradecer e melhorar, mas para pisar nos que o fazem ter alguma utilidade.
O homem que acha que humilhação e dor, danos causados a outros não tem valor.
E se tem, esse valor é bem menor do que ele gastou em seu último fim de semana.... sua casa da praia que só tem utilidade em 3 ou 4, dos 365 dias do ano. Ou ainda, valor menor do que aquela bolsa que a perua comprou e usou uma só vez.
O que me contenta e me satisfaz é que ainda tem gente que não se contenta com isso.
Que sabe que o dinheiro é essencial, mas que mais necessário que o dinheiro é poder acreditar que o mundo ainda tem jeito. Que as pessoas podem reconhecer seus erros sem ter vergonha disso, pelo contrário, ter a coragem de reconhecer um erro e repará-lo é dar a oportunidade a si mesmo de viver de novo. Renascer.
Abrir a janela e sentir o sol batendo e poder sorrir, sem ter que se esconder do nada que é.
13/10/2008
Eu volteiii....
Tem tanta coisa acontecendo na minha vida que 24 horas tá sendo pouco para cada dia!
Mas eu tô adorando a agitação.
Tô apaixonadíssima pela minha profissão.
Aquele frio na barriga, aquela sensação de conquista.... uma delícia mesmo!
E mais um monte de coisas novas, projetos antes deixados de lado estão sendo colocados em prática!
Tô fazendo academia, todos os dias, inclusive sábado.... as 7:00.... uhuuuuu.....
Acordar seis horas é canseira, mas até agora não me arrependi nenhum dia sequer!
E os benefícios são muitos!
Tô até comendo comidinhas saudáveis novamnente..... hahaha
Porque com a correria do novo emprego eu tava comendo só besteira.... e já sabe no que deu né!!!!
Gooooooooooorda!
Mas agora eu recupero.
Tô acertando o ponto de equilíbrio.
Em casa tudo legalzissimo, também, não tá dando nem tempo de brigar... hahaha
Meu filho está um moço (beeeeem desobediente), mas enfim, melhor assim.
Ninguém diz que ele ainda não tem três anos.... aliás, muita gente dá até mais.
Conversa muito, reclama muito, mas é tão carinhoso!
Do nada ele olha e diz: Mamãe, te amo!
É a melhor sensação do mundo!
E no mais, tudo em paz.
Lutando contra o pensamento, tentando manter a cabeça em ordem....
É difícil! Mas eu não desisto!
26/07/2008
Reclamação.
Hoje estou irritada. Cansada.
Dizem que não tenho do que reclamar.
Não?
Quem sabe o que tem aqui dentro.
Acordo, troco o JV, mamadeira, mochila, agenda. Eles se vão. Tomo banho e depois vou recolhendo os brinquedos e a bagunça pela casa. Me troco, vou trabalhar. Cliente. Peças. Espera pelo número da Ordem que não sai. Mais peças. Saio para o almoço. Em casa, recolhendo mais bagunças. Como correndo e subo novamente para trabalhar. Pesquisa. Raciocínio. Estudo. Saudades do meu filho. Clientes. Com razão. Sem razão. Absolutamente ridículo. Peças. Favores. Peças. Saio do trabalho, pego ônibus e vou buscar meu filho. Tanta saudade. Ele volta cansado da escola (fica lá das 7:30 as 18:30). Me sinto culpada em não estar mais presente na vidinha dele. Chegamos em casa. Faço o jantar. Dou banho. Arrumo a casa. Dou banho. Coloco pra dormir. Olho no relógio, tá na hora de dormir. Sequer me sentei no meu maravilhoso sofá para assistir TV. Nem consegui subir ao terraço lindo e perfeito para curtir o por do sol. Nem fui ao quarto do meu filho pra brincar no chão de montar castelos. Nem conversei com o marido sobre como foi o dia. Não cuidei de mim. Não durmo. Desmaio. No outro dia: tudo de novo.
Realmente não tenho do que reclamar.
E tenho que me acostumar em ficar longe do meu filho porque "hoje em dia é assim mesmo".
E tenho que me contentar de nem olhar a cara do meu marido, que chega muito tarde do trabalho porque "para manter um padrão legal de vida é assim mesmo".
E tenho que me acostumar a nem perceber que a semana passou, que o final de semana passou e que começou tudo de novo porque "hoje em dia é assim mesmo".
Será.
Que isso.
É vida?
Dizem que não tenho do que reclamar.
Não?
Quem sabe o que tem aqui dentro.
Acordo, troco o JV, mamadeira, mochila, agenda. Eles se vão. Tomo banho e depois vou recolhendo os brinquedos e a bagunça pela casa. Me troco, vou trabalhar. Cliente. Peças. Espera pelo número da Ordem que não sai. Mais peças. Saio para o almoço. Em casa, recolhendo mais bagunças. Como correndo e subo novamente para trabalhar. Pesquisa. Raciocínio. Estudo. Saudades do meu filho. Clientes. Com razão. Sem razão. Absolutamente ridículo. Peças. Favores. Peças. Saio do trabalho, pego ônibus e vou buscar meu filho. Tanta saudade. Ele volta cansado da escola (fica lá das 7:30 as 18:30). Me sinto culpada em não estar mais presente na vidinha dele. Chegamos em casa. Faço o jantar. Dou banho. Arrumo a casa. Dou banho. Coloco pra dormir. Olho no relógio, tá na hora de dormir. Sequer me sentei no meu maravilhoso sofá para assistir TV. Nem consegui subir ao terraço lindo e perfeito para curtir o por do sol. Nem fui ao quarto do meu filho pra brincar no chão de montar castelos. Nem conversei com o marido sobre como foi o dia. Não cuidei de mim. Não durmo. Desmaio. No outro dia: tudo de novo.
Realmente não tenho do que reclamar.
E tenho que me acostumar em ficar longe do meu filho porque "hoje em dia é assim mesmo".
E tenho que me contentar de nem olhar a cara do meu marido, que chega muito tarde do trabalho porque "para manter um padrão legal de vida é assim mesmo".
E tenho que me acostumar a nem perceber que a semana passou, que o final de semana passou e que começou tudo de novo porque "hoje em dia é assim mesmo".
Será.
Que isso.
É vida?
11/07/2008
Passadinha...
Muitas mudanças e pouco tempo para internet.
Mas está sendo muito bom, mesmo assim.
Quarta Feira mudei pro nosso apartamento. E só hoje que consegui colocar a "casa" em ordem.
É tão bom ver tudo bonitinho!!! Só tenho que tomar cuidado para não ficar neurótica porque o JV ainda não entendeu que agora ele tem um quarto e hipotéticamente a baguná deveria ficar lá.
Com relação ao profissional, nunca imaginei que fosse gostar tanto do exercício da advocacia. Sinceramente eu nunca me imaginei advogando. Mas estou amando. Ter contato direto com os clientes, pensar muito e estudar enquanto trabalho. É realmente muito bom.
Só falta agora o retorno financeiro né... hahaha
Bom, estou "In Love" com a minha vida.
Larguei da Fluo (por uns tempos) e estou tentando manter o equilíbrio com Floral.
Tomara que dê certo.
Beijão proceis!
Mas está sendo muito bom, mesmo assim.
Quarta Feira mudei pro nosso apartamento. E só hoje que consegui colocar a "casa" em ordem.
É tão bom ver tudo bonitinho!!! Só tenho que tomar cuidado para não ficar neurótica porque o JV ainda não entendeu que agora ele tem um quarto e hipotéticamente a baguná deveria ficar lá.
Com relação ao profissional, nunca imaginei que fosse gostar tanto do exercício da advocacia. Sinceramente eu nunca me imaginei advogando. Mas estou amando. Ter contato direto com os clientes, pensar muito e estudar enquanto trabalho. É realmente muito bom.
Só falta agora o retorno financeiro né... hahaha
Bom, estou "In Love" com a minha vida.
Larguei da Fluo (por uns tempos) e estou tentando manter o equilíbrio com Floral.
Tomara que dê certo.
Beijão proceis!
18/06/2008
Muita correria e pouco tempo.
Organizando os horários.
Pensando nos projetos e objetivos.
Curtindo meus amores.
E matando a ansiedade com fluoxetina.
Em breve, mais frequência de posts.
.
Organizando os horários.
Pensando nos projetos e objetivos.
Curtindo meus amores.
E matando a ansiedade com fluoxetina.
Em breve, mais frequência de posts.
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13/06/2008
As tatuagens da Juíza
No verão, Sônia corta as mangas de camisetas de algodão e improvisa regatas. Também veste esses jeans que saem da fábrica com rasgões nas pernas
Autor: Fernando Vasconcelos, Advogado e Escritor
Fonte: Jornal O Norte
Via de regra, quando se comparece a um ato judicial, está presente a "solenidade em pessoa". Os homens usam paletó e gravata, as mulheres, longos ou blazers masculinizados. E, ainda por cima, alguns juízes e desembargadores usam a indefectível beca preta, além de oficiais de justiça e servidores do judiciário.
Não é o que acontece nos pampas. O perfil clássico de um magistrado não se encaixa na Dra. Sônia Zulan, da comarca de Porto Alegre-RS. A juíza veste jeans e botas de salto alto, tem seis tatuagens no corpo, já usou piercing no nariz, tem página no Orkut, na Internet, é vegetariana e aprecia o esoterismo. O piercing foi abandonado no ano passado porque irritava a pele. O vestuário simples e as tatuagens são mantidos como marca da informalidade e como expressão de seu modo de vida. É assim que deseja ser respeitada:
- Acho uma afronta vir empetecada para uma audiência. Recebo gente pobre.
As pessoas comuns se espantam:
- Nunca vi uma juíza assim - comentam.
No verão, Sônia corta as mangas de camisetas de algodão e improvisa regatas. Também veste esses jeans que saem da fábrica com rasgões nas pernas. Sempre foi assim. Nasceu em Porto Alegre, é filha de funcionários públicos federais aposentados, herdou da mãe o gosto pelo esoterismo, inclusive o nome hindu que significa dourada. Do pai, a disciplina germânica. Estudou no Colégio de Aplicação, em Porto Alegre, formou-se em Direito na Ufrgs em 1982, casou-se, morou em Buenos Aires, retornou e em 1995 foi aprovada como juíza, após cursar a Escola Superior da Magistratura da Ajuris. Atuou em Igrejinha, Dois Irmãos e Butiá, antes de assumir uma Vara Criminal em Caxias.
A juíza se alinhou ao Direito alternativo, uma escola da magistratura, forte no Rio Grande do Sul, que recomenda, num resumo bem simplificado, que a aplicação de uma lei deve levar em conta o contexto social de cada caso. Separada, dois casamentos, a juíza lê livros sobre a realidade social que leva à delinqüência, como Falcão, Meninos do Tráfico, de MV Bill, e Abusado, de Caco Barcellos, sobre o traficante Marcinho VP. Também admira García Márquez, Kafka, Tosltoi, Danuza Leão e o médico indiano Deepak Chopra, autor de Sete Leis Espirituais do Sucesso.
Trabalha junto ao Presídio Industrial, onde estão 180 presos do regime semi-aberto. É a pior ala da cadeia em superlotação - 121 deles passam o dia em trabalhos externos e retornam à noite para dormir. São mais de 30 em uma cela. Amontoam-se até sob beliches e no chão do corredor do espaço de 5m x 5m sobre colchonetes esfarrapados.
Os presos questionam a magistrada sobre incorreções na progressão das penas. Escrevem bilhetes. Pedem licença para passar alguns dias em casa. A juíza senta-se num beliche. Sabe de cor aquilo tudo. Conhece aquela história, conhece a história dos presos, reconhece cada rosto daquele ambiente em que até o ar foi aprisionado. E olham as tatuagens da juíza.
Ah! Se o juiz que adiou uma audiência porque o reclamante não usava sapatos passasse lá por Porto Alegre...
***** Minha opinião****
Já li em fóruns de discussão e em muitos outros lugares, muita gente se perguntando se o fato de ter uma tatuagem já elimina um candidato da magistratura. Pelo que se lê, parece que tatuagens e modo de se vestir não impede que o profissional seja bom. Mas a questão é, será que no concurso ela já tinha as tatuagens e já se vestia assim? Eu adoraria que sim!
03/06/2008
Advogada
Sumidinha básica para conseguir organizar pensamentos.
O que aconteceu é que eu estava com muitos planos, que se tornaram objetivos e agora estão sendo colocados em prática.
Pra quem ainda não sabe: EU SOU Advogada. Com OAB e tudo!!! Cursei a Faculdade de Direito de Sorocaba, mais conhecida como FADI e passei no primeiro exame da OAB que prestei. Eu adoro repetir isso, porque como não terminei a faculdade em 5 anos (tive reprovas por faltas), quando eu reprovava (foram três vezes) a classe que eu "caía" me recebia como se fosse um lixo. Exceto raras exceções, a turminha de "cheira saco" sempre me olhava com olho torto e não falava comigo, acho que com medo, por eu ser repetente, de "pegar". Lógico que tambem apareceram pessoas maravilhosas, que me receberam com todo carinho. Mas essas outras, as de olho torto, me fizeram um bem danado. Durante todo o curso, cada vez que eu recebia um desses olhares, mais eu me incentivava a passar na OAB, mesmo que na época, eu não tivesse certeza se iria um dia utilizá-la de verdade e exercer minha profissão.
E quando terminei a faculdade, eu estava obstinada a não só passar na OAB, como passar no primeiro exame.
E assim foi, fiz a prova da primeira fase e passei. Mais pelo raciocínio lógico do que pelo estudo propriamente dito. Aí para a segunda fase eu fiz um cursinho intensivo em Direito Penal. Que foi uma delícia, além da utilidade. Quem dera na faculdade aprendêssemos daquela forma.
E com isso fui aprovada no meu primeiro exame.
Fiquei muito feliz! Eu costumava dizer que iria colocar um outdoor na cidade com a minha cara e a frase: Passei no meu Primeiro Exame da OAB. E confesso até que tinha um certo prazer em saber que muitas pessoas daquelas que me olhavam torto, ou não passaram no primeiro exame ou ainda nem tinham passado em nenhum.
Lógico que isso foi um sentimento ruim de minha parte, mas eu passei por sentimentos ruins a faculdade toda, tendo até pensado em largar o curso algumas vezes.
Enfim, deu tudo certo. Mas como eu pagava minha facul e trabalhava, não tive a oportunidade de fazer estágio. Então eu era uma Advogada de teoria.
Digo era, porque agora, graças a pessoas queridas eu vou advogar. É obvio, que tendo 10 anos de experiência na área em que atuo atualmente (Financeiro), me deu muito medo de largar tudo pra começar do zero.
Mas eu tive que fazer isso por mim!
Estou cumprindo o meu segundo dia de aviso prévio e daqui 30 dias eu estarei entrando pela primeira vez em um escritório como advogada. Tô muito feliz. Tô fugindo da insegurança (ela me presegue de vez em quando), mas nunca tive tanta certeza de querer alguma coisa.
Então é isso. A primeira mudança é profissional.
A hora que der tempo eu conto as outras!!!
31/05/2008
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